Mucuri em parceria com a EMBASA inicia obra de esgotamento sanitário no bairro Ettori Gazzinelli e avança na preservação ambiental e na saúde pública

Local onde será construída a Estação Elevatória de Bombeamento do Esgoto, no final da Travessa Paquetá.

Uma das mais antigas reivindicações dos moradores do bairro Ettori Gazzinelli começou a sair do papel nesta quinta-feira, 11 de junho, com o início das obras de implantação do novo Sistema de Esgotamento Sanitário da localidade. O empreendimento, orçado em R$ 1.367.198,32, representa um marco para a infraestrutura urbana de Mucuri e simboliza um importante avanço nas políticas públicas voltadas ao saneamento básico, à preservação ambiental e à melhoria da qualidade de vida da população.

A obra é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Mucuri, o Governo da Bahia e a EMBASA – Empresa Baiana de Águas e Saneamento, responsável pela licitação do projeto. A execução está a cargo da empresa Lopes Engenharia Construção Civil, Topografia e Saneamento. O novo sistema substituirá uma realidade que por décadas preocupou moradores e autoridades ambientais: atualmente, todo o esgoto gerado no bairro é lançado diretamente no manguezal, sem qualquer tipo de tratamento, causando impactos ambientais e sanitários significativos.

Final da Travessa Paquetá, no bairro Ettori Gazzinelli, onde sediará a Estação Elevatória.

O projeto contempla a implantação de uma moderna rede coletora de esgoto, a construção dos ramais domiciliares e uma Estação Elevatória de Esgoto que será instalada ao final da Travessa Paquetá. A estrutura terá a função de bombear todo o volume coletado para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da EMBASA, garantindo que os resíduos recebam tratamento adequado antes de serem devolvidos ao meio ambiente. Trata-se de uma solução de engenharia que coloca o bairro em sintonia com os mais modernos padrões de saneamento urbano.

De acordo com o gerente do escritório local da EMBASA em Mucuri, Rafael Fernandes Miguel, a intervenção beneficiará diretamente cerca de 190 famílias. Segundo ele, a conclusão do sistema representará uma transformação estrutural para a comunidade, uma vez que 100% do esgoto coletado passará a ser tratado. Rafael Miguel ressaltou que o saneamento básico é um dos pilares do desenvolvimento sustentável, pois reduz riscos à saúde pública, protege os recursos naturais e promove maior dignidade às famílias atendidas.

O secretário Municipal de Obras, Planejamento e Serviços Urbanos, o engenheiro civil Victor Augusto Souza Santos, destacou que a iniciativa integra o conjunto de ações estruturantes planejadas pela gestão do prefeito Roberto Carlos Figueiredo Costa, o “Robertinho” (UB), desde o início do mandato. Segundo ele, o projeto foi uma das primeiras demandas técnicas elaboradas em 2022 e passou a ser tratado como prioridade junto ao Governo do Estado a partir de 2023. O secretário Victor Augusto enfatizou que a obra vai além da infraestrutura física, representando um investimento direto na saúde preventiva da população, na valorização urbana do bairro e na recuperação ambiental do ecossistema do manguezal.

Responsável técnico pela execução dos serviços, o engenheiro Lucas Lopes informou que o cronograma prevê a conclusão da obra em até 180 dias. Ele explicou que a construção da estação elevatória exigirá soluções de engenharia de alta complexidade, já que será implantada em uma área urbana situada sobre terreno característico de manguezal, com aproximadamente cinco metros de profundidade. A adoção de técnicas específicas de fundação e estabilização do solo será fundamental para garantir a segurança e a durabilidade da estrutura. Segundo Lucas Lopes, ao final dos trabalhos, Mucuri contará com um sistema eficiente e moderno, capaz de eliminar definitivamente o despejo de esgoto in natura no mangue e consolidar um novo capítulo na história do saneamento básico municipal.

Rafael Miguel, gerente do escritório local da EMBASA; Lucas Lopes, engenheiro responsável pela obra e Vanderley Emídio, mestre da obra em execução.

Segundo estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada R$ 1,00 investido em saneamento e rede de esgoto, o setor público economiza R$ 4,00 em gastos com saúde (medicina curativa). Em áreas periféricas, essa proporção pode alcançar uma economia de R$ 6,00 a R$ 8,00 para cada R$ 1,00 investido.

 

Fonte: GOVERNO MUNICIPAL DE MUCURI

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